03 janeiro 2016

Salpicão Vegano

Primeira postagem de 2016 é sem crueldade!!

Para a ceia de Ano Novo fiz salpicão vegano. Como tinha visto várias receitas, juntei todas elas e criei a minha. O resultado ficou muito bom e até os que não são vegetarianos adoraram!


Fiz assim: Ralei 2 cenouras e 3 batatas, já descascadas, no ralo grosso e coloquei numa panela com água e um pouquinho de sal até levantar fervura. Escorri e reservei. 
                 Cozinhei milho e ervilhas também em água e sal (o equivalente a 1 latinha de cada um, mas usei tudo fresco). Reservei.  
                 Depois que os legumes cozidos já tinham esfriado, misturei todos eles e juntei um pouquinho de uva passa branca, azeitona verde picadinha, champignon fatiado e salsinha. No final, acrescentei quase um vidro inteiro de maionese vegana (da marca Superbom). 
                 Deixei tudo gelando na geladeira e, na hora de servir, coloquei batata palha por cima.
                 Ficou uma delícia!!

12 julho 2015

Reforminha....


Quem não tem cão caça com gato...
Quem não quer quebra-quebra, caça com contact e impermeabilizante!!! Rs....
Brincando de reformar...

Namastê!

07 maio 2015

Patê de Berinjela da Minha Vó (Vegano)


Esta é a receita de um patê que minha avó materna fazia. Descendente de sírios, imagino que a receita tenha alguma influência daí....Eu adoro!

  • 4 berinjelas grandes sem casca
  • caldo de 1 limão
  • azeitonas verdes picadas (mais ou menos 1 prato de sobremesa, segunda a receita de minha avó)
  • 1/2 colher (chá) de sal com alho
  • azeite extra-virgem até dar consistência de maionese (eu costumo usar bem pouquinho)
Cozinhe as berinjelas em água e sal e reserve a água.
Bata as berinjelas no liquidificador com o limão, as azeitonas e o sal com alho. Se precisar, junte um pouco da água em que se cozinhou a berinjela.
Acrescente o azeite aos poucos até dar consistência. Se ficar muito duro, acrescentar mais da água reservada.

É só!! Fica uma delícia!!
Bom apetite!

26 abril 2015

Pão de Queijo "BICO" (Lacto-vegetariano)


Quem é vivo sempre aparece....rs. Depois de um sumição, apareço para deixar uma receitinha super fácil de pão de queijo. Fica muito gostoso. Podem experimentar!


  • 1 copo (tipo requeijão) de queijo ralado - usei queijo minas meia-cura
  • 1 copo (tipo requeijão) de polvilho doce ou azedo - é preciso um pouquinho mais: vá acrescentando até a massa desgrudar das mãos
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 1 colher (café) de sal

Em uma tigela, misture o polvilho ao queijo, depois misture o creme de leite e o sal. Misture com as mãos até a massa ficar homogênea e desgrudar das mãos.
Faça bolinhas e leve ao forno 180ºC pré aquecido até dourar.
A minha receita rendeu 15 pãezinhos de tamanho médio.

01 janeiro 2015

Pra começar bem o ano...


"O cumprimento das responsabilidades mundanas não separa o homem, necessariamente, de Deus, desde que sua mente se mantenha livre de desejos egoístas e desempenhe o seu papel na vida como um instrumento voluntário do Divino."
(Paramahansa Yogananda)

Que nossos pensamentos estejam, a todo momento, elevados a Deus em 2015!
E que assim seja!
Namastê!

03 novembro 2014

O Exótico Hotel Marigold

Muito singelo este filme...Recomendo!


"Os aposentados Muriel (Maggie Smith), Douglas (Bill Nighy), Evelyn (Judi Dench), Graham (Tom Wilkinson) e mais três amigos decidem curtir a aposentadoria em lugar diferente e o destino é a Índia. Encantados com o exotismo do local e com imagens do recém restaurado Hotel Marigold, a trupe parte para lá sem pestanejar e são recebidos pelo jovem sonhador Sonny (Dev Patel). O único detalhe é que nada era muito bem como parecia ser, mas as experiências que eles irão viver mudarão para sempre o futuro de todos."



17 setembro 2014

Fome

(Imagem: Google)

"Jamais acredite que você vive pelo poder do alimento e não pelo poder de Deus. Ele que criou toda forma de nutrição, Ele que concedeu o apetite, inevitavelmente providenciará a manutenção para Seu devoto (...). Corte os elos dos agentes intermediários e perceba a Causa Única!"

(Swami Dayananda falando a Paramahansa Yogananda em "Autobiografia de um Iogue")

14 setembro 2014

Jnana Mudra

(Imagem: internet)

"O indicador corresponde à alma individual e o polegar à Suprema Alma Universal.
Essa União simboliza o verdadeiro conhecimento, o encontro das duas almas. O pequeno círculo formado pelo encontro das duas pontas do indicador e polegar representa o Macrocosmo na sua forma menor - o Microcosmo."
(BKS Iyengar)

02 setembro 2014

Cheesecake.....salgado!!


O cheesecake é um prato que costumamos comer como um doce, uma sobremesa. No entanto, outro dia, procurando uma receita para aproveitar um molho de tomate pronto que sobrou de uma reunião e acabou ficando para mim, encontrei uma versão salgada e resolvi experimentar.
A aparência é bem parecida com a da versão doce, não é?
Eis a receita:

Ingredientes:
1 pacote (200g) biscoito cream cracker
8 colheres (sopa) manteiga amolecida - coloquei menos
1 clara batida - só batidinha, não em neve
1 colher (chá) orégano
azeite para untar a forma - não precisa se a forma for antiaderente
600g ricota
100g requeijão
200g parmesão ralado
4 ovos
1/2 dente de alho picado - coloquei um inteiro
1 pitada noz moscada
sal a gosto
1 sachê de molho de tomate pronto - sugiro fortemente que você não use este e faça o seu próprio molho em casa

Preparo:
Triture os biscoitos e coloque numa tigela. Acrescente a clara batida, o orégano, a manteiga e misture bem. Unte uma forma média de fundo removível com azeite e forre com papel manteiga (também não é necessário se a forma for antiaderente). Coloque a massa do biscoito no fundo, apertando bem e nivelando com uma colher.
Coloque no liquidificador (acho melhor misturar na mão) a ricota, o requeijão, o parmesão, os ovos, o alho, a noz-moscada e o sal. Bata (ou misture) até obter um creme homogêneo. Despeje o creme na forma. Pré-aqueça o forno a 160ºC e asse por 50 a 60 minutos ou até ficar firme. Retire do forno e deixe amornar.
Aqueça o molho. Transfira a torta para uma travessa e cubra com o molho( eu coloquei o molho e desenformei depois).

Acho que é uma boa receita para as festas de fim de ano.
Experimentem e bom apetite!!

12 agosto 2014

Do Mundo Virtual ao Espiritual

(Imagem: Google)

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL - Por Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China.. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra!

Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.

A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.

Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 
'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.'